Coluna 1

quarta-feira, 6 de março de 2019

Dez agentes de segurança pública já foram mortos no Pará em 2019. Nove eram PMs.

Caso mais recente foi de um guarda municipal de Belém, morto em Ananindeua na noite de ontem terça-feira. O assassinato do guarda municipal de Belém, Marcley Rosário de Souza, 38 anos, é o primeiro caso de execução de agente da Guarda Municipal ocorrido em 2019. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), de 1º a janeiro a 5 de fevereiro de 2019, nove Policiais Militares foram mortos vítimas de crimes com característica de latrocínio e/ou execução no Pará, além da morte de um Guarda Municipal, totalizando, assim, dez agentes da segurança pública.
Ainda segundo a secretaria, as investigações para apurar as mortes estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos, da Polícia Civil. Dos dez casos registrados, nove estão com autoria presa, morta ou identificada, com mandado de prisão decretado e um ainda está em apuração, ou seja, ainda não esclarecido.

Em relação à morte do guarda municipal, a Segup informou, por meio da Polícia Civil, que a equipe de plantão da Divisão de Homicídios foi acionada pelo Centro Integrado de Operações (Ciop), por volta de 23h de terça-feira (5), para atender a uma ocorrência de homicídio, na Rua Manoel Rosa, bairro do Curuçambá, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. No local, foi morto Marcley Rosário de Souza, 38 anos, que era guarda municipal de Belém há seis anos. 

A equipe policial apurou que Marcley estava na cozinha de sua casa com familiares, quando dois homens encapuzados invadiram o imóvel pelos fundos e entraram na área interna da casa. Armados, eles foram até a vítima e realizaram diversos disparos. Após os disparos, os criminosos fugiram pelo mesmo local por onde entraram no imóvel. A vítima foi atingida por cinco disparos de arma de fogo. 

Depois das providências necessárias, o corpo da vítima foi removido para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para a realização de necropsia. Até o momento, autoria e motivação do crime ainda estão sendo investigadas. A Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos está responsável pelo caso. (Cleide Magalhães)

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