Coluna 1

sexta-feira, 22 de março de 2019

Diabéticos recebem orientações sobre tratamento e cuidados com alimentação

Mais de 420 milhões de pessoas possuem diabetes, no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 60% de casos entre 2006 e 2016. Cerca de 14 milhões de brasileiros possuem a doença. Para orientar os pacientes e familiares sobre alimentação adequada, medicamentos e controle da doença, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar em Santarém (PA), realizou quatro palestras na quarta-feira (20/03). 
 O projeto do hospital pretende garantir que o grupo de diabéticos da região Oeste do Pará tenham acesso às informações que podem proporcionar um tratamento eficiente e principalmente com qualidade de vida. Além do paciente, um familiar foi convidado a participar, para que tenha condições de auxiliar ao longo de todo o processo. “Essas palestras têm alguns diferenciais. 

Em relação à alimentação, fizemos uma apresentação prática com uma mesa repleta dos mais variados tipos de alimentos do nosso dia a dia. Além disso, neste momento, nosso foco não são profissionais da saúde, mas, sim, diretamente os pacientes diabéticos. A partir desse treinamento,  eles terão todas as informações corretas para seguir e até mesmo orientar um familiar ou amigo”, explica o endocrinologista Manoel Alvarenga, idealizador da iniciativa.

Além disso, o especialista repassou diversas orientações sobre os tipos de diabetes, como reduzir os riscos, tratamento medicamentoso e alimentação. “A importância de receber essas informações é saber como que realmente eu posso controlar a minha glicemia e viver melhor. A diabetes está me prejudicando muito, já era para eu estar bem, mas ainda não consigo, estou muito fraco”, diz Pedro de Lima, de 53 anos. Há 7 anos ele convive com a doença.

A diabetes se apresenta de duas formas. O tipo 1 é o tipo de  menor frequência representando de 5 a 10% de todos os casos diagnosticados. Nesse tipo, o organismo não produz a insulina para  controlar o açúcar do sangue. Já no tipo 2, o mais comum, o corpo produz insulina em pouca quantidade ou há um distúrbio que não permite que ela atue corretamente, resultando no mesmo problema. “Genericamente o tipo 1 é mais da criança e do adolescente.

 O tipo 2 é mais do adulto e do idoso, é o que chamamos de diabetes adquirida, estando mais relacionada, principalmente, a fatores alimentares e sedentarismo”, afirma Alvarenga. “Após receber o diagnóstico de diabetes, a pessoa não sabe nem o que comer. Pensa que não pode comer quase nada, não recebe a orientação correta e é aí que está o problema. Mas isso é algo que iremos corrigir a partir de hoje”, destaca.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas atende a uma população estimada em mais de 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios do Oeste do Pará. Público e gratuito, pertencente ao Governo do Pará e é gerenciado, desde 2008, pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
(Joab Ferreira Ascom/Pro Saúde)

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