Coluna 1

sexta-feira, 8 de março de 2019

Milhares de mulheres de Belém vão às ruas em manifesto por direitos

O ato público "Pela vida das mulheres resistiremos" teve concentração em São Brás e segue em passeata para o bairro da Pedreira. Organizado pela Frente Feminista, o ato público "Pela vida das mulheres resistiremos" ganha as ruas de Belém nesta sexta-feira, 08, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O movimento teve início às 8h30, com concentração no Mercado de São Brás. O público, estimado em duas mil pessoas, saiu em caminhada às 10h30 em direção ao bairro da Pedreira, onde o ato deve ser encerrado.
Segundo uma das organizadoras do evento, Nilde Sousa, a intenção é finalizar a passeata em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do bairro da Pedreira, localizado na avenida Pedro Miranda. No local, elas pretendem fazer uma manifestação contra a proposta da Reforma da Previdência.

"As mulheres vem às ruas, hoje, para fazer várias denúncias, principalmente em relação ao aumento do feminicídio, porque se nós somos o quinto país que mais mata mulheres por feminicídio, com a atual conjuntura e liberação das armas, podemos passar a ser o primeiro" destaca, acrescentando que, além disso, "estamos na rua também para dizer não à reforma da previdência, por que como pode querer aumentar a idade de aposentadoria para as mulheres se temos duplas, triplas jornadas?!".

Nilde ainda afirma que a manifestação está aliada também às causas das populações indígenas e povos quilombolas, ao movimento de oposição às barragens, assim como à política do agronegócio. "Trouxemos à população alimentação saudável, feita pelos trabalhadores rurais, que não usa agrotóxico e essa é uma forma de resistir" disse.

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A Defensoria Pública (DP) também se faz presente no ato por meio do Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (Naem) e pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh). Daiane Santos, defensora e atual coordenadora do Naem, explica que "a DP participa e luta todos os dias pela igualdade de direitos e participa diuturnamente da luta contra a violência contra a mulher".
 
"O ato tem como principal bandeira a luta contra a violência e nós estamos aqui para garantir a participação da sociedade civil de maneira pacífica e poder, caso seja necessário, fazer qualquer complemento jurídico do movimento" conclui. (Tainá Cavalcante)

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