Coluna 1

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Hospitais públicos do Pará participam de projeto da Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Cinco hospitais públicos do Pará, gerenciados pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), fazem parte do projeto "UTIs Brasileiras", promovido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Juntos, o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, o Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, e o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, somam mais de 70 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com resultados técnicos monitorados pela AMIB, por meio do sistema Epimed Monitor, a maior base de dados clínicos e epidemiológicos da América Latina.
A iniciativa tem o objetivo de identificar o perfil epidemiológico das UTIs brasileiras e compartilhar informações que possam ser úteis para orientar políticas de saúde e estratégias para melhorar o cuidado dos pacientes críticos no Brasil.

Segundo o diretor Técnico do Hospital Regional de Altamira, Mário Franco Netto, a gestão dos resultados a partir de um sistema especializado em UTI facilita a tomada de decisão durante o atendimento aos pacientes. "O Epimed nos fornece um grande mapeamento de toda a atividade clínica e assistencial da Unidade, bem como do perfil que essa unidade trabalha. 

Assim, conseguimos saber claramente que tipo de paciente é admitido ali e como estamos conduzindo o tratamento. Com isso, podemos elaborar as estratégias para melhorar, cada vez mais, a qualidade do atendimento prestado na Unidade", afirma o médico. 

Dentre os dados inseridos no sistema e avaliados diariamente pela equipe estão: comorbidades e capacidade funcional, diagnóstico, dados fisiológicos e laboratoriais, dispositivos invasivos utilizados, infecções registradas, incidentes e eventos adversos ocorridos, além do desfecho no Hospital. "A partir dessas informações são geradas as taxas de mortalidade absoluta e estimulada, as quais, por sua vez, auxiliam nas avaliações da Comissão de Revisão de Óbitos", explica a coordenadora de Enfermagem, Simone Moreschi.

O uso do sistema de gerenciamento das informações também é avaliado positivamente pela gestão assistencial. "Na Enfermagem, os dados colaboram diretamente na gestão junto à equipe, uma vez que a Unidade possui nove leitos de UTI Adulto e uma equipe de enfermeiros e técnicos de Enfermagem para assistir os pacientes conforme a legislação prevista. 

Além disso, temos um técnico exclusivo para alimentar os dados. Então entendemos que essas horas de enfermagem administrativa para inserir os dados contribuem para a gestão assistencial, principalmente em relação aos resultados que produz. 

E este é um dos objetivos da gestão de Enfermagem: saber que as horas aplicadas dentro da assistência oferecem um resultado efetivo ao paciente, e não somente um número para cumprir a legislação", comenta a diretora Assistencial do HRPT, Luciane Madruga.(Joab Ferreira/Pró-Saúde)

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