Coluna 1

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Queda da ponte sobre rio Moju completa um mês sem normalização de travessias

Caminhoneiros seguem reclamando de longas esperas e até de acidentes em operações de balsas. Um mês após a queda de parte da ponte  sobre o rio Moju, ocorrido no dia 6 de abril, o transtorno para os caminhoneiros não diminuiu. As filas e a espera por embarques continuam para os motoristas que ficaram sem o acesso rodoviário, que ligava a Região Metropolitana de Belém ao Baixo Tocantins, sul e sudeste paraense, seguem reclamando dos transtornos surgidos após as necessidades mudanças de rotas de acesso. Quem passava pela Alça Viária agora precisa ir até o porto Celte, na Bernardo Sayão, ou Comara, na rodovia Arthur Bernardes, para atravessar e seguir o caminho. 
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Ronald Ferreira transporta alimentos não perecíveis. Antes do acidente com a ponte, o caminhoneiro saia fazia o trajeto para entrega dos produtos e retorno para a fábrica em três dias. Hoje, com a demora para atravessar nas balsas, o tempo de percurso aumentou para seis horas, ou seja, o dobro. Ronald sai da fábrica, localizada na Mário Covas, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB), atravessa para Barcarena e de lá segue para Cametá.

 A volta era pela ponte e Alça Viária, mas agora, precisa atravessar na balsa durante o retorno. A ponte sobre o rio Moju é uma das quatro pontes do complexo da Alça Rodoviária do Pará, mais conhecida como Alça Viária. Ela desabou após uma balsa bater em um dos seus pilares,  derrubando mais de 200 metros da ponte sobre o rio. 

"Não recebemos nenhum suporte. O caos é o mesmo desde quando a ponte quebrou. Faço a mesma viagem toda semana, saindo sempre na segunda-feira. Para atravessar é só aborrecimento, ficamos quase o dia todo nas filas, contando a espera para subir na balça e atravessar. Chegando do outro lado é outro transtorno. Não há organização e não recebemos nenhum suporte", reclama. 

ACIDENTES 
Segundo Ronald, balsas apresentam problemas semanalmente, não há banheiros públicos e nem suporte para alimentação ou descanso. "Na última sexta-feira (3), um cabo rompeu durante a curva de uma das balças. Já demora muito para carregar as balsas e com incidentes e problemas como esses, a demora aumenta", afirma.

Segundo a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon), o incidente da última sexta-feira foi confirmado. Porém, a Arcon diz que faz fiscalizações constantemente. A Arcon diz que cobra das empresas que fornecem as embarcações a manutenção e o controle das mesmas. 

ATRASOS E DESORDEM
Outra reclamação dos caminhoneiros é após a travessia. Segundo eles não há organização, a relação de prioridades não está sendo respeitada e algumas pessoas estariam pagando para conseguir privilégios. Gabriel Souza está fazendo o percurso pela terceira vez. Ele saiu de Castanhal às 4h da manhã dessa segunda-feira (6), e já sabe que deve finalizar a entrega da carga de cosméticos às 20h da próxima quarta-feira (8).

"Eu costumo fazer essa viagem em apenas um dia, mas do jeito que está é muito complicado. Atrasa mais quando chegamos do outro lado porque sempre tem confusão. Muitos carros estão passando na nossa frente sem ser prioridade. Além de ser muito desorganizado não temos informações e nem posicionamento", afirma.

PRIORIDADES
De acordo com informações enviadas pela Arcon, são prioridades para embarque nas balsas: ambulâncias, pacientes atendimento pelo tratamento de domicílio (TFD), veículos inflamáveis, cargas perecíveis e situações emergenciais. 
Quanto ao pagamento para travessia, a Arcon explicou que equipes de fiscalização estão nos portos para garantir o atendimento do transporte. Além disso, o órgão informou que a população pode fazer a travessia por meio de lanchas para Barcarena com saída do Porto Amazonat, Rodofluvial Barcarena e Machado Transportes (no Ver-o-peso).

"As saídas das lanchas ocorrem às seis da manhã de Belém e de Barcarena, de meia em meia hora. Existe também as embarcações que saem dos Porto do Arapari e Jarumã, ambos na Siqueira Mendes, Cidade Velha", diz a Arcon.
Segundo a agência reguladora, usuários podem fazer denúncias e reclamações através do número da Ouvidoria da Arcon: 08000911717.- informa o órgão. (Vanessa Van)

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