Coluna 1

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Cesta básica da região Norte chega a R$ 518,19 em abril

O preço da cesta básica na região Norte voltou a subir entre março e abril de 2019 e registrou o valor de R$ 518,19 – alta de R$ 1,51 em relação ao mês anterior (+0,29%), quando fechou em R$ 516,68. Em relação a abril do ano passado, quando a cesta custava R$ 491,64, foi verificada uma alta ainda mais intensa: 5,40% (+ R$ 26,55). Os dados são da pesquisa realizada pela consultoria GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Com a elevação, os nortistas estão entre os que pagam a cesta mais cara do País. Só ficam atrás da cesta básica consumida pela população dos Estados sulistas, no valor de R$ 532,79, que registrou acréscimo mensal acentuado de 2,41%.  A região Centro-Oeste e Nordeste também registraram altas nos preços da cesta básica e fecharam o último mês com valores de R$ 457,40 (+0,37%) e R$ 433,38 (+0,33%), respectivamente. Já a região Sudeste desponta com a cesta mais barata (R$ 473,78), apesar da redução de 0,45%.

Em todo o País, a cesta básica registrou avanço mensal de 0,61%, passando de R$ 482,07 para R$ 485,03. Em relação a abril de 2018, quando a cesta tinha custo de R$ 438,83 , houve variação de 10,52% - acréscimo de R$ 46,20. No acumulado dos últimos 12 meses (abril 2019/abril 2018), a cesta apresentou crescimento de 10,10%. As maiores quedas de preço no mês de abril foram registradas nos produtos: feijão (-,57%), farinha de mandioca (-4,92%), açúcar (-4,02%) e desinfetante (-3,21%). Já as maiores altas foram nos itens tomate (24,35%), cebola (15,93%), ovo (4,82%) e batata (4,47%).

Na região Norte, as principais reduções foram nos valores do queijo mussarela (-12,08%), 
do feijão (-11,91%), do açúcar (-11,69%), do queijo prato (-7,56%), da farinha de mandioca (-6,02%), do biscoito cream cracker (-5,31%) e do arroz (-4,20%). Já os aumentos mais acentuados foram nos preços do tomate (31,27%), da cebola (19,69%), da batata inglesa (10,16%), do ovo (6,91%), da carne dianteiro (6,26%)  e do leite longa vida (5,95%). A cesta Abrasmercado é composta por 35 produtos mais consumidos nos supermercados: alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica.
Vendas

Os supermercados brasileiros acumulam até abril 2,26% de crescimento real nas vendas – deflacionado pelo IPCA/IBGE –, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Vendas ABRAS, apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade. No mês passado, as vendas apresentaram queda real de -2,42% na comparação com março e alta de 8,05% em relação a abril de 2018.

"A queda mensal foi influenciada pelo efeito calendário. Em março, tivemos um final de semana a mais que em abril. Pode parecer pouco, mas as vendas dos supermercados apresentam grande concentração nesses dias. No acumulado, após o efeito calendário da Páscoa, o fechamento do quadrimestre apresentou resultado positivo, voltando ao patamar do primeiro bimestre de 2019, acima dos 2,00%", destaca o presidente da Abras, João Sanzovo Neto.

Sanzovo ressalta, ainda, que, como é feito tradicionalmente pela entidade, no mês de julho a Abras irá divulgar o fechamento das vendas do primeiro semestre, e também, se irá manter ou revisar a projeção inicial de crescimento do setor para o ano, de 3,00%.

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