Coluna 1

sábado, 15 de junho de 2019

HMS atua com Projeto Nascer para garantir parto seguro para gestantes com HIV

A obstetrícia do Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS) atua com o Projeto Nascer, do Ministério da Saúde, há mais de um ano. O principal objetivo do projeto é prevenir a "transmissão vertical" do HIV - quando a mãe passa o vírus para o filho. Desde a implementação do Projeto, o HMS já atendeu 41 grávidas com a doença. Nenhuma criança foi infectada. O mês que houve o maior índice de atendimento de grávidas soropositiva foi abril desse ano, chegando ao um total de 6 mulheres. 80% dessas mulheres tem idade entre 20 e 40 anos.
  Exame obrigatório
 
No pré-natal é obrigatório por Lei que toda gestante faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas. Mesmo diante dessa exigência, existem muitas que não fazem ou, se fazem, preferem negar o resultado. Por esse motivo, o teste é realizado impreterivelmente com todas as pacientes que chegam até a triagem da obstetrícia. “É muito importante nós detectarmos a doença antes do parto”, destacou a supervisora do setor, Rúbidia Lima.
 
O fluxo que a equipe do HMS segue nos casos de exame positivo obedece a um protocolo estabelecido pelo Projeto Nascer. “A equipe de enfermagem comunica o médico e ele solicita um exame confirmatório; logo em seguida comunicamos o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A partir daí o parto é feito de acordo com o protocolo”, explica.
 
Nos casos em que a gestante já sabe o resultado desde o início da gravidez e informa a Unidade, o atendimento adequado é feito de imediato, dando o devido manejo e cuidados para a mãe e o bebê.
 
Segundo o Ministério da Saúde, a mulher soropositiva (portadora do HIV) que não recebe o tratamento adequado durante a gestação tem 25% de chance de transmitir o vírus durante a gravidez ou parto. Quando ela segue as recomendações do médico e ingere os remédios, as chances caem para menos de 1%. Por isso o acompanhamento durante a gravidez é muito importante.
 
Cuidados para evitar a contaminação
 
O ginecologista obstétrico Jean Guimarães explica que, em geral, o tipo de parto mais indicado para a mulher com HIV é a cesárea eletiva. Ela deve ser feita cerca de dez dias antes da data prevista para o trabalho de parto. Caso haja contração, o risco é maior. Isso ocorre porque o bombeamento de sangue entre a placenta e o bebê aumenta, o que pode estimular a circulação do vírus. “A ideia é que o bebê entre em contato o menos possível com o sangue e as secreções da mãe.”, disse.
 
Ele ressalta também que o parto pode acontecer normal, quando a carga viral seja indetectável. A mulher recebe o antirretroviral injetável durante o parto. No caso da cesárea eletiva, ele é administrado a partir de quatro horas antes do parto até o nascimento.
 
Além disso, o bebê toma um xarope de antirretroviral desde o nascimento até a sexta semana de vida. “A mãe recebe medicação para inibição da lactação e o Ministério da Saúde fornece fórmula láctea infantil ao recém-nascido”, finalizou o médico obstetra.

  Natashia Santana - Assessora de Comunicação

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