Coluna 1

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Taxa de analfabetismo se manteve estável no Pará

Pesquisa revelou que, no Estado, o analfabetismo era maior entre as idosas em 2018, com idade maior que 60 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas analfabetas no Pará se manteve estável no ano passado. Cerca de 8,8% da população paraense era analfabeta em 2018, valor estável se comparado ao resultado de 2017 (8,6%). Além disso, a taxa de analfabetismo no Pará foi décima segunda maior entre os estados brasileiros daquele ano. Os dados são do suplemento de Educação da PNAD Contínua, que considera como pessoa analfabeta aquela que não é capaz de ler e escrever um bilhete simples.
A pesquisa também revelou que, no Pará, o analfabetismo era maior entre as idosas em 2018. Com 28,4%, as mulheres maiores de 60 anos possuíam a maior taxa analfabetismo em 2018, o que registrou estabilidade se comparado a 2017 (26,4%). A taxa nos homens desta faixa etária também manteve estabilidade com 27,4%, em 2018. 

Ainda de acordo com o levantamento, 9,8% dos homens com 15 anos ou mais de idade eram analfabetos em 2018. A taxa para as mulheres foi de 7,8%. Os resultados mostram que as maiores taxas de analfabetos estão na população idosa à semelhança do que acontece no restante do Brasil.

O estudo indicou, ainda, que pessoas negras ou pardas lideraram os índices de analfabetismo no estado em 2018, com 9,2%, enquanto que entre os brancos a taxa ficava em 6,6%. A desigualdade por cor ou raça fica mais evidente quando se compara a taxa de analfabetismo das pessoas com 60 anos ou mais de idade, pois esta era de 18,9% entre os brancos e de 29,9% entre os pretos ou pardos.

Já no cenário da educação básica, o levantamento apontou que a taxa de pessoas com 25 anos ou mais de idade que concluíram a educação básica subiu em 2018, de 37,8%, em 2017, para 39,6%, em 2018, o que ilustra uma melhora na educação básica no estado.

 O número de anos estudados pelos paraenses com 25 anos ou mais também cresceu, de 8 anos em 2016 para 8,4 anos em 2018. Apesar disso, a média ficou abaixo daquela registrada para o país (9,3) e para a Região Norte (8,7). O Pará tem a segunda menor média dentro da região, ficando apenas acima do Acre (8,2).

Nenhum comentário:

Postar um comentário